Aventuras macabeuzas

Quem sou eu?!.

3 Julho, 2008 · 1 Comentário

Meninos, meninas e similares. Calípigios e onanistas,

Mudei meu Quem-sou-eu no Orkut. A idéia de brincar com os versos não é minha, copiei de um outro profile. Mas achei divertidinha e resolvi publicar aqui, pra encher lingüiça até que meus fazedores de bobagem consigam escrever um post decente.

Um beijo para o meu Pai – que neste momento ronca em meu sofá, pra minha Mãe e para Você.

quem sou eu:

Se você pretende saber quem eu sou, eu posso lhe dizer
Eu tenho mais de vinte anos e mais de mil perguntas sem respostas
Sou fera, sou bicho, sou anjo e sou mulher
She’s just a cosmic girl
Quem sabe ainda sou uma garotinha
No, I don´t have a gun
Quem me dera ao menos uma vez
Sweet dreams are made of this, who am I to desagree?
Com açúcar, com afeto fiz seu doce predileto
Ideologia, eu quero uma pra viver
I still haven´t found what I´m looking for
Tenho as mãos atadas ao redor do meu pescoço
Eu vou no passo do cavalo baio
Bad, bad girl
Eu preciso dizer que te amo tanto
You say I´ve got another face
Um passo sem pensar, um outro dia, outro lugar
Let´s get it on
Mas sempre tem alguns legumes que eu não sei como eu engulo
Se a via-crucis virou circo estou aqui
É uma Tita Pereira
But, yeah, it´s hard to keep a good man down
Tenho medo de gente e de solidão
Só espero a hora em que o mundo estanque
Mr. Lover Lover, huh
Eu vejo uma igreja, um sinal de glória
Um certo ar cruel de quem sabe o que quer
Eu fecho os olhos e tudo bem
I´m a child, I´m a mother, I´m a sinner, I´m a saint
Ah, se eu fosse marinheiro
Eu também quero beijar
I say a little prayer for you
Socorro, alguma alma mesmo que penada, me empreste suas penas
Aí, um analista amigo meu…
She´s got a ticket to ride
Uma tigresa de unhas negras e íris cor de mel
Quando eu nasci veio um anjo safado
Com que roupa eu vou?
Quando eu soltar a minha voz..
No Corcovado quem abre os braços sou eu
I can´t take my eyes off you
Jack soul brasileiro
Se alguém quer matar-me de amor, que me mate no Estácio
Billie Jean is not my lover
Tem certas coisas que não sei dizer
Um dia ainda me explica como é que pôs no mundo essa pobre titica
Ah, que sujeito chato sou eu
I got a sunshine on a cloudy day
É tão bom não ser divina
And all that Jazz..

Aquele abraço.

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Classificado

3 Junho, 2008 · 1 Comentário

**Vendo alma usada, em bom estado. Vagabunda e sonolenta, mas com documentos em dia e imposto de renda 2007 pago. Pequenos reparos de funilaria, motor funcionando perfeitamente. Desconto para pagamento à vista, negocia-se condições para escravidão. Pagamento parcelado somente após aprovação de crédito, lembrando que, para tanto, além das consultas ao SPC e Serasa, também será necessário apresentar o teste do pezinho.

Os interessados podem apresentar suas ofertas via pombo-correio. **

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Affff, socorro, cadê meu Renew?!

3 Junho, 2008 · 1 Comentário

Extra! Extra! Edição especial!

Acaba de acontecer…. Eu e Baby Doe, sentadas no sofá. Eu estava ocupada com assuntos aleatórios que envolviam pêlos encravados, enquanto ela assistia à um DVD de clips do Michael Jackson – invenção de Jonh Doe, em onda saudosista, que a viciou. Não demora para os dois saírem à rua de sapatos pretos, meias brancas e calças de pular brejo.

Clip de Smooth Criminal na tela, e quando uma das crianças começa a dançar:

´Esse menino… Esse menino… Ele dança pra caramba… Ele é F-O-D-A. (assim mesmo, soletrado).

Respirei fundo, muito fundo.

´Ele é o quê?´

´Ah, Mãe, ele dança, ele é bom.´

´Mas o que foi que você acabou de falar?´

´Ah, Mãe, faz assim ó: faz de conta que você não ouviu isso. E depois, eu não falei as palavras, só as letras.´

´Baby Doe, você não deveria falar assim, blábláblá ração whiskas blábláblá.´

Eu estava me recuperando e ainda durante o mesmo clip:

´Ahh, essa mulher tá se achando com esse leque..Tá se sentindo..´

(Dois segundos contendo a crise de riso)

´Hein?? Tá o quê? Onde você aprende a falar assim? Em casa que não é.´

´Ah, Mãe, assim ó, tá se achando, entendeu? Ah, faz de conta que você não ouviu isso também.´

Depois dessa, decidi que era melhor me recolher à insignificância de todas as Mães, ultrapassadas, velhas e corocas (ontem Baby chamou John Doe de coroca).

Um beijo para você que é velho coroca feito Eu ou que é broto feito Ela.

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Festa estranha com gente esquisita

3 Junho, 2008 · 1 Comentário

Meninos, Meninas e Similares. Calipígios e Onanistas,

Eu só resolvi contar essa história depois de  conta-la em um almoço à Dindi, e nos darmos conta que o relato virou atração na praça de alimentação do shopping.Baideuei, quando contei o ocorrido para John Doe, ele sugeriu que eu seja retirada do convívio social. Já Dindi está comigo e não abre. Façam suas apostas.

Nenhum Dr. De Lamare escreveu um livro sobre maternidade ensinando que, entre panelas no banheiro e bonecas na máquina de lavar, uma Mãe também precisa encarar Festa estranha com gente esquisita.

Explico.

Desde que foi para uma escola nova e maior, Baby Doe têm vivido uma fase meio Ilha de Caras – são pelo menos uns dois convites de festa infantil por quinzena. Claro que a socialite mirim não pode faltar a nenhum dos apontamentos, e eu tenho me revezado com John Doe para que se faça cumprir a agenda.

Há uma semana, um frio Brrrr! daqueles de verdade, e lá vamos nós, rumo a mais uma festinha. Saio de casa, vou no mercado sulista comprado pelos franceses, procurando um presente para alguém que eu nunca vi mais gordo. Ah, um moletom do Mickey? Ótimo, esse serve. Está na promoção. E eu levo grande, se não servir, a mãe do Doe guarda e ele usa ano que vem. Perfeito!

Próxima parada, locadora. Devolvo cinco DVD´s, levo sete para casa. Bom negócio.

Seis quadras depois, chegamos à casa do Aniversariante Doe. Encosto no portão, uma mocinha abre. Em silêncio. Hummmm, estranho. Música de fundo: Guns. Hummmm, estranho. Cinco passos depois descubro que se trata de uma família sem habilidades com Exatas: Dois corpos não ocupam o mesmo espaço ao mesmo tempo. Tava fácil contar doze pés por metro quadrado.

Antes do primeiro quarto do primeiro tempo, lá estava eu:

´Baby Doe, vamos embora. Tá frio aqui´. Ao que Baby respondia:

´Não vouuuuu. Só depois que cantar o Parabéns.´

´Bebê, eu comprei leite condensado, vamos embora e em casa eu faço bolo e brigadeiro para você. A gente até canta parabéns, nós duas, em casa, se você quiser´.

´Não vouuuuu. Só depois que cantar o Parabéns.´

Com essa, tirei minha fé da cartola, assoprei o pó, e comecei a pedir que se cantassem o Parabéns logo, dessem um pedaço de bolo para minha esfomeada e… Beijo, tchau.

Mas, como fé pouco usada enferruja e não funciona, não deu certo. A festa começou dezenove e trinta, cheguei às vinte e uma, eram quase vinte e três quando resolveram cortar o bolo.

No meio tempo, descobri que não tinha lugar para sentar. E que, em uma garagem que, acomoda, apertado, um Fiat 147, estavam um pula-pula, uma piscina de bolinhas, uma criança aprendendo a andar, uns cinco meninos jogando futebol e as mocinhas que brincavam no celular enquanto eram pagas, para, supostamente, cuidar das crianças.

Não consegui manter a cara sociável por muito tempo, o que não faz muita diferença, visto que nenhum dos anfitriões apareceu para nos receber. Até tentamos procurar o Aniversariante Doe e seus pais quando chegamos, mas não deu para ir muito longe. Tipo show de rock, que você tenta, tenta, mas não consegue chegar na grade, saca?

Eu só conseguia entoar um mantra, que era mais ou menos assim: ET, minha casa, edredon, sete DVD´s, frio, Brrrr!. ET, minha casa, edredon, sete DVD´s, frio, Brrrr!.

Quase onze da noite, hora do Parabéns. Isso depois que todos os desfiles possíveis e imagináveis de moda odiosa urbana subiram à passarela – dentre as modelos mirins, destaco a garota de doze anos com um piercing pisca-pisca no umbigo. Dentre as adultas que passaram do tempo faz tempo, troféu Clóvis Bornay para a mãe de três vestida de prata, paetê, bota do Peter Pan e cabelo de henna.

Entramos todos, e eu já estava prestes a comemorar o fim do martírio quando descubro que não era um, mas dois aniversariantes e só o Doe amigo da Baby estava postado à mesa. E o outro? Putamerda, cadê o outro para cantar o Parabéns?! Não demora, descubro o outro em uma porta à minha frente, sendo acordado e fantasiado de Mickey pela mãe, em meio aos usuais berros de protesto. Deve ser um saco completar um ano sem falar, e pior, sem falar palavrões. Porque eu realmente posso imaginar tudo o que aquela criança teria dito se pudesse.

O impasse durou uns vinte minutos. Nessas alturas, meu mantra já estava acrescido de tantos xingamentos quanto eu era capaz de lembrar.

Parabéns pra você, nesta data querida, blábláblá ração whiskas blábláblá. Cantaram o bendito Parabéns, Baby Doe pega o pedaço de bolo e vamos sentar lá fora para comer. Frio. Brrrrr!

´Come pra gente ir embora, rápido. ´

Sentada ao nosso lado, está a melhor amiga de primeira série da Baby. Que, ao perceber minha presença, não escondeu o espanto:

´Baby Doe, essa é sua mãe?!´ – olhos fixos em mim.

´É, é sim.´

´Oi, tudo bem com você? Sim, eu sou mãe dela.´

´Oi, oi. Tudo bem. – Vira pro lado – Sua mãe? É mesmo sua mãe?!´ :O :O :O :O

Eu ainda não entendi se o espanto é decorrente da dessemelhança física entre nós ou se vem dos meus aparentes quinze anos. Mas a cena me divertiu pacas.

Dois minutos depois, chega a mãe da espantada para pega-la. Gostei dela, bacana mesmo. Conversa vai, conversa vem, ela diz:

´Ah, tá indo? Eu te deixo em casa. Você não mora na Rua XXX, primeira quadra, em frente à lombada?

´Ahn, hein? Moro, mas… Você sabe… meu endereço… Hããã…Sbrubbles…. De qualquer maneira, é a duas quadras daqui, está tranqüilo.´

´Ah, desculpa. Sei sim onde você mora. É que esses dias, a minha Doe tava no telefone com a sua Doe e elas estavam trocando endereços, com ponto de referência e tudo, marcando um lanchinho uma na casa da outra.´

´Ahhhh, tá… Eu entendeu. Então, se é assim, sua Doe está convidadíssima para o lanchinho.´

Pois é, pessoas. Fui em festa estranha com gente esquisita, para descobrir que minha maternidade espanta até criança de sete anos e que a minha Doe já usa o telefone para passar horas falando blábláblá ração whiskas blábláblá.

Um beijo para minha Mãe, pro meu pai e pra você. E na próxima festa de Caras, quem vai pagar o mico é John Doe.

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Gosto não se discute. Se lamenta.

3 Maio, 2008 · 2 Comentários

Ou: Volta pro mar, oferenda!

Ai!!!!!!!!!!!!! Eu pre-ci-so postar!

(Nunca se sabe o que vai acontecer depois, né? Eu ia assistir Rattattouille, mas tava na sala, vendo o final de Law & Order SVU, lendo a Folha e descobri que a Folha tem online a classificação das escolas no Enem.

Subi, liguei A Coisa, pra consultar a classificação da escola de Baby Doe – não achei prudente mandar um bilhete na agenda:

“Professora,

Favor informar a classificação da Escola no Enem 2007. Me faça acreditar que vocês valem cada centavo. “

Vi o ranking e sim, eles valem cada centavo.

Uma coisa puxa a outra, o que significa que já dei meu parecer político-sociológico no Fórum sobre a Parada do último domingo – a Parada Gay sem gays, mas isso é assunto para outro post. Por ora, adianto que sou a favor da cobrança entrada na Parada Gay 2009. Cobrar entrada, vender abadá, qualquer coisa que restrinja a entrada de não-gay-sem-noção.

Também preciso enrolar um pouco, enquanto meu Limewire baixa Emilio Santiago cantando Deslizes, Barry White e The Doors.

Por fim, encontro uma comu do Orkut, ´Moda´ e, considerando que a minha solicitação foi enviada para o moderador, eu preciso de algum lugar e alguma audiência para o festival de bobagens que segue.)

Ufa, três séculos depois, o assunto é Moda. Ou a ausência dela.

Sensacional um dos tópicos da comu ´Moda´- http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=71263&tid=954825&na=4&nst=8&nid=71263-954825-7539913 .

Para encurtar o assunto, o Fórum versa sobre modinhas irritantes e afins que vemos por aí.

E é onde começo a destilar meu ódio urbano incontrolável.

Alguém pode me dizer quem foi o filho da puta que desenhou a calça jeans com mais de cinco bolsos? E tachinhas? O que diabos tachinhas fazem em uma calça jeans?

Meu, eu sou do tempo que tachinhas só serviam para duas coisas: colocar na cadeira do colega ou da professora e grudar fotos no quadro de cortiça. Pois é, faz tempo. Desde que um infeliz achou novos usos para tachinhas, elas têm aparecido em calças jeans e tamancos-de-revista-da-Avon-com-salto-de-madeira.

Aliás, calçados merecem um capítulo completamente à parte.

Eu vou caçar até os confins do Universo o acéfalo que trouxe as botas do Peter Pan de volta da Terra do Nunca. Só pode ter sido obra do Capitão Gancho.

E salto de acrílico????? Tantas aplicações industriais úteis para o acrílico e um gênio me usa isso pra fazer salto. Ah, tem dó, vai.

Mas fica pior. Tudo o que está ruim, pode e vai ficar pior.

Nem toda a fé do mundo pode salvar quem usa rosa, rosinha, rosado, dos pés à cabeça. Se bota um toque de cor, é no azul do bordado de golfinho.

E óculos?! É um sacrilégio. Dois pedaços ovalados de acrílico (olha o infame aí de novo), com três hastes, um DG enorme e já descascado grudado nas laterais, vendido a cincão na Vinteecinco e chamam isso de óculos!!!

Entende uma coisa: Óculos não pesa, Óculos é vendido na Ótica e não no camelô, Óculos é assunto sério e pode fazer mal, Óculos tem que ter certificado e nota fiscal. Capitche?!

Convido agora a parca audiência desse blog a me acompanhar em um exercício mental.
Feche os olhos. Imagine uma cabeça de chapinha feita há uns seis dias e óculos da Vinteecinco. Desça o olhar. Você vai encontrar um colar de coquinhos, acompanhado por um par de brincos que podem ser de coquinhos, ou uma folha da erva, ou uma pena de pomba tingida com anilina, ou ainda, uma borboleta gigante de metal vagabundo (uma Friend Doe já até sugeriu que se chame o Discovery para documentar essas aparições de animais genéticamente modificados em orelhas).

Mais abaixo, você verá uma blusa de supplex com estampa geométrica e recortes simétricos, acompanhada de uma legging branca e um tênis projetado para astronautas caminharem na lua. Se reparar bem nas unhas das mãos, poderá notar um craquelê branco, com umas flores vermelhas e arbustos verdes generosos.

Pronto, pode abrir os olhos. Já acabou, pode parar de tremer. Achou que tava no inferno, né?

E a bendita Casual Friday?! Putaqueopariu!!!!

Aos fatos.

Emenda de feriado, meia dúzia de gatos pingados trabalhando. Por certo, o Roberto Carlos em questão achou que não teria muitos autógrafos a distribuir e foi trabalhar de camisa jeans e calça jeans. Ambos mais velhos do que eu, em modelagem e fabricação.

De outra feita, abro a porta da sala e dou de cara com uma massa envolta em conjunto de moletom amarelo-bebê. Pelamorrrr, hein, fia?! Sua mãe viu você saindo de casa assim e não fez nada?!

Ah, e se eu fosse citar as camisetas machão que pipocam nos finais-de-semana…

Aliás, existe alguma explicação para alguém uns vinte e cinco quilos acima do peso só aparecer para trabalhar enfiada em terninhos vermelhos da Barred´s? (Eu já usei Barred´s, no tempo em que eles vendiam microfibra ao invés de oxford. Faz tempo.) Eu conto umas quatro que sofrem da síndrome do terninho vermelho. Eca!

Bom, pra resumir, faço coro à uma das meninas que postou na Comu: ´Gosto não se discute. Se lamenta´.

E salve o five pockets e a camiseta branca Hering.

Um beijo para minha Mãe, pro meu Pai e pra você. Desde que você não esteja vestido em um jeans de tachinhas.

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Dicionário da Bozoca

3 Maio, 2008 · 2 Comentários

Alfajor Havana – Orgasmo sem DR depois.

 

Billie Holiday – Delicioso apogeu do bode.

 

Cruzadas Coquetel – O que eu faço para cuidar da cabeça. Até porque o corpo já era.

 

Equilibrista – Também oriundo dos circus. É alguém que consegue viver com meu salário.

Etta James – Maneira elegante de dizer que se está subindo pelas paredes.

 Favor – Normalmente o que alguém pede e você não está a fim de fazer.

 

Homem – s.m. – Não há consenso se o Homem é um milagre ou uma aberração da natureza. O fato é que são criaturas acéfalas e, ainda assim, aprendem a andar e falar. Em muitos casos, seria preferível que mudos fossem.

 

KinderOvo  - Depois do Gótico, do Barroco e do Neo-clássico, surge

um novo estilo arquitetônico, diretamente das pranchetas de estagiários, estudantes da Unip que, não raro, são filhos do dono da construtora.

 

Língua Portuguesa – Antigo idioma oficial da República Federativa de Bananas. Ops, do Brasil. Foi substituída pelo Nóisvamo, nóisfumo, nóisvortemo.

 

‘Não tenho dinheiro’ – Não importa em quantas línguas você diga, nem quantas vezes, a sua família e a escola do seu filho nunca vão entender.

O.K. – É o que você responde quando, na verdade, quer responder ‘Vápáputaqueopariu’.

 

Paciência – s.m. – Recurso natural esgotável, não renovável e altamente desperdiçado.

 

Palhaço – s.m. – Depois do encolhimento do mercado circense em cidades do interior, os palhaços infiltraram-se em diversos setores da sociedade civil e hoje ocupam posições de destaque, como maridos, gerentes de banco, motoristas de ônibus e chefes.

 

PIB – Produto Ignorante Bruto – Produto das pessoas que trabalham ao seu redor.

 

Sofá e edredon – Bunker à prova de gastos, trânsito, calor, gente, mau-olhado, exercício físico, briga de torcidas, resfriados, erizipela, bomba atômica e toda sorte de males.

 

Sono – Força maligna que se apodera de mim todo o tempo que passo acordada.

 

 

Vestimentas rudimentares – Neanderthal repaginado nas

blusas-de-moletom-pink-com-borbado-de-golfinho e sandálias-Azaléa-com-plataforma-branca-da-revista-da-Avon.

 

 V.P. – Cargo importante logo abaixo do presidente. Acrônimo para Vadiagem e Proscrastinação.

 

 

 

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A descoberta do mundo

3 Março, 2008 · 4 Comentários

Ou

Sou uma Mãe incompetente

 

Baby Doe chegou em casa portando as primeiras provas oficiais que fez.

Eu estava ansiosa desde a data das avaliações. Ansiosa pelos resultados, ansiosa pela reação dela e sem muita expectativa de notas, porque não é fácil ser mãe de um gênio. Gênios só fazem o que querem e quando querem. Vai que nos dias de avaliação ela acordou em um dia ´não quero, não faço´…

Peguei as folhas todas e comecei a devorar. Um 10 em História, um 9,5 em Português, um 7,8 em Matemática (em alguma coisa ela tinha que puxar a mim). Fiquei feliz, claro. Sou mãe, sou mortal.

Baby Doe é que não se mostrou tão feliz assim. Está chateada, porque tirou dez e não cem. Quer uma nota cem, dez é pouco (é, admito, praticamente uma Bozolina em miniatura, buscando a perfeição).

Eu ainda não sei se Baby Doe é uma sortuda ou uma azarada. Talvez, os dois.
Eu a cobro horrores quando o assunto é escola, mas não represento vinte por cento da cobrança de meus pais, quando eu era o personagem filha da História.

 

Minha Mãe não me ensinou a lavar louça, cozinhar arroz, fazer bolo. Nunca permitiu que fizéssemos serviços domésticos. Só tínhamos uma obrigação: estudar. E fazer isso direito, com perfeição.

Eu nunca tive medo de provas. Porque a prova aplicada em sala seria, certamente, mais fácil do que as intermináveis horas de chamada oral em casa.

Éramos absolutamente proibidos de fazer contas e tabuadas nos dedos. Tinha de ser de cabeça. E rápido.

Cadernos de caligrafia? Eu calculo em uns vinte para cada filho, preenchidos completamente da primeira linha da primeira página à última linha da última página.

Importante dizer que nunca houve uso de força física ou psicológica por parte de meus pais. Estudo fazia parte da rotina de todos nós, tão normal quanto tomar banho e ir à padaria.

E eu sou uma incompetente. Jamais vou conseguir dedicar tamanho esmero à Baby Doe. Em parte, porque o tempo é escasso. Oito horas semanais para dormir, incontáveis horas trabalhando, setenta e duas horas semanais nos deslocamentos por essa cidade maluca e por aí vai. E também porque não tenho o dom de minha Mãe, não acho que eu seja uma Mãe profissional. Pelo contrário, fico desesperadamente procurando um manual de instruções para Mães.

E ele não existe. Meu irmão costuma dizer, se não está no Oráculo, não existe.

Você encontra instruções detalhadas sobre troca de fraldas, alfabetização, brincadeiras para desenvolver isso e aquilo. Mas não encontra nada que fale como lidar com o DNA que só a sua cria tem, que lhe ensine como gerir as crises egocêntricas, de identidade, de paladar e de sono que só uma pessoinha no mundo tem.

Tendo criado a minha maneira de exercer esse papel, tenho um deleite especial em vê-la descobrindo o mundo. E é inevitável associar com as minhas próprias.

Passo um tempo enorme pensando nos paralelos entre uma coisa e outra. E o dobro de tempo tentando calcular a melhor maneira de lidar com todos os mundos que ela ainda irá conhecer.

Não tenho idéia de como vai ser. E nem quero saber. Eu descubro meu universo, todos os dias e assim é e será com ela. E há ainda um terceiro mundo, a mistura do que veremos juntas.

De verdade, eu só espero que a expedição dela seja tão prazerosa quanto a minha foi e é.

PS.: Antes que alguém ache que minha infância foi um porre, esclareço que toda a gratidão existente em mim está direcionada aos meus pais, e à maneira como eles nos formaram.
Costumo brincar que, poderia faltar arroz e feijão na casa de meus pais, mas livros jamais!

 

Um beijo para meu Pai, pra minha Mãe, para Baby Doe (parabéns pelas notas, well done!), para todo mundo com o dom supremo de educar e para você.

 

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Hoje é o dia de meus anos.

3 Março, 2008 · 1 Comentário

Meninos e meninas, Chega dois dias atrasados. Meu presente incluiu folga da net.

Hoje é o dia de meus anos. É uma coisa muito esquisita essa de aniversário. Você espera ansiosamente pelo dia em que o Sol vai nascer só para você. Você espera pelas vinte e quatro horas desenhadas e dedicadas pelo Universo para você.

Eu adoro o dia de anos. Não só o meu, mas o de todo mundo. É dia de celebrar a Vida. É sinal de que você sobreviveu à mais um ano. Que passou vivo pelos últimos trezentos e sessenta e cinco dias. Ao mesmo tempo, tem uma inquietude nisso tudo. Eu não posso me dar os presentes que gostaria. Nem mesmo dormir. Eu havia me prometido a manhã e a tarde inteira de sono, mas eu só saio da cama cedo para duas coisas: ganhar dinheiro e ganhar um trato na carcaça. Pois bem, a Amiga Doe que vai me dar um trato na carcaça resolveu marcar para as dez e meia da manhã. E ficou indignada quando eu disse que esse horário é madrugada.

Dia de anos tem gosto de medo e de prazer. Tem gosto de lembrança e de futuro. É a sua segunda oportunidade de se dar um Feliz Ano Novo! E essa esperança louca, essa crença infantil de que mudar um digíto vai mudar nossas vidas?

Em algum lugar dentro de nós está guardada a certeza de que no espaço contido entre 23:59 e 00:01 cabe uma revolução, cabe um transbordamento de novos Eu´s. Que porque o sino bateu as doze badaladas vamos ser mais poupadores, menos preguiçosos, mais gentis, menos ranzinzas, menos glutões.

Eu sinto que um quarto de século merece uma carta de intenções. Vou tecê-la. Quando bater vontade. Vou guardá-la e fazer tudo errado e ao contrário. Como uma espécie de seguro do bom humor. A carta de intenções será minha apólice e, ao abri-la, daqui a vinte cinco anos, gargalhadas brotarão do papel amarelado.

Um gosto de ternura acompanha as imagens de tenho dos meus aniversários. Dos meus dias de nascer e renascer.

Aos sete. Vejo minha Mãe passando vassoura mágica no carpete verde, antes da chegada dos convidados.

Aos nove. Queria ter ainda a Mônica de borracha, achada por meu pai no dia de meus anos, em tempos de vacas magras. Essa Mônica ainda é dos melhores presentes que recebi, mesmo não tendo sido essa a intenção de Popi.

Aos onze. Um estojo da Pakalolo. Não havia mocinha que não quisesse ter um guarda-roupa inteiro da Pakalolo naquela época.

Aos quinze. Um vidro de Zíngara. A primeira vez em que tive um vidro de perfume só meu.

(…)

Óbvio que colecionei presentes ao longo da vida, como qualquer outra pessoa. Alguns eu pedi e me fizeram felizes, outros eu não pedi e foram perfeitos. Também recebi blusas de mangas bufantes e bolinhas roxas, normalmente dadas por quem me conhece desde criança e não aprendeu ainda que me contento com uma Hering Kids preta, tamanho dezesseis. Por dez merréis no Bom Retiro.

No final, para mim, aniversário não é sobre presentes. É sobre a oportunidade de demonstrar carinho genuíno por alguém. É a oportunidade que temos ou recebemos para renascer. Enquanto é possível. Enquanto há tempo.

Preciso ir pro play agora. Para brincar até me acabar. Mais trezentos e sessenta e cinco dias me esperam. Uns mais longos e outros mais curtos. Uns mais sorridentes e outros nublados. Um de cada vez.

Hoje o dia nasceu e ele é só meu. Hoje minha vida nasceu e ela é só minha. Vou aproveitar, antes que o Universo mude de idéia.

Tchau, vou brincar.

Parabéns para mim.

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Pequenas passagens ridículas que cabem em um dia – Parte

3 Março, 2008 · 1 Comentário

Meu empregador resolveu distribuir blackberries para gente que nunca nem brincou com um Game Boy ou um bichinho virtual. Ou seja, a merda está feita.

Na minha apertada agenda de executiva de multionacional, preciso encontrar tempo para falar com os felizes usuários os brinquedinho, e hoje não foi diferente. Alilás, foi diferente sim. Dessa vez, meu interlocutor era alguém que merece ser objeto de estudo científico. Tudo com ele é superlativo. A enrolação, a boa vontade, o raciocínio lento, a graça do não saber.

Lá pelas tantas, eu não conseguia fazê-lo entender os comandos a serem dados. Tampouco, que a barra de rolagem serve como uma espécie de tecla enter quando pressionada. Foi então que comecei a arrumar nomes para as coisas, linguagem didática, saca?

Eu passei uma hora dizendo: ´Doe, aperta a bolinha agora. Isso, isso. Bolinha nele. Bolinha, bolinha, bolinha de novo. Deu certo? Deixa eu ver se chegou para mim, se enxergo o que você fez. Aê! Isso, você deu bolinha nele direitinho. Vamos fazer de novo, outro comando agora. Isso, duas setas para a esquerda, três para a direita e bolinha! Bolinha, bolinha!´

Deu relativamente certo a estratégia de chamar o track wheel de bolinha. Mas fico me perguntando..O que acharia o conselho de acionistas se descobrisse que pagam uma fortuna pela hora, já considerando encargos sociais, para que eu fique dizendo: ´Bolinha nele. Isso! Bolinha nele de novo!´

Para fechar, como cereja no bolo, olhei para o lado e encontrei o chefe do chefe, parado na porta, quieto como Mãe espiando um filho, me assistindo dizer ´Bolinha, bolinha de novo. Aêêêêêêê!´

Eu realmente acho que mereço ganhar adicional de insalubridade.

Eu devo ser honesta. Sou culpada. Se eu tivesse vergonha na cara gorda já teria traduzido as duzentos e cinqüenta páginas do curso que ensina como divertir-se com a coleira tecnológica que os Does todos receberam, do Oiapoque ao Chuí. Ao invés disso, fico até as seis da manhã escrevendo posts para este blog sem audiência. E no dia seguinte, respondo ao chefe que a tradução ainda não está pronta porque não tenho tempo.

É que nem regime… Amanhã eu começo. Já até comecei, estou na página cinco há três semanas. Quem espera sempre alcança e eu estou na luta.

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De quantos paus se faz um ser humano?

3 Março, 2008 · 4 Comentários

De quantos paus se faz um ser humano?

Ou

Eu preciso de alguém que me convença a sair de casa

*Aviso*

Este é um post indignado, escrito enquanto o sangue ainda está quente. Desencontrado, parágrafos não se alinham e eu certamente seria reprovada em redação com ele. Se está procurando por coerência, vá à banca, compre uma Carta Capital e goze com Mino Carta.

Estou triste por Raul. Eu não conheço Raul. Eu não tenho idéia de quem foi o pai de Raul. Só sei que, aos cinco anos, ficou orfão hoje. Alguém resolveu brincar de super-poderoso com seu pai, depois de uma briga de trânsito.

(Tenho medo de pessoas que portam uma CNH. Porque é praticamente uma licença 007. É quase que dizer à alguém: ´Atire primeiro. Ou passe por cima. Ou jogue no poste. Pergunte depois´).

Uma das minhas teses, uma das minhas convicções pessoais (sou farta em convicções), reza que você precisa preencher pré-requisitos básicos antes de ser considerado Humano. Fisicamente, talvez, seja fácil. Desde que o objeto em questão seja fruto de um óvulo, um espermatozóide e alguns meses de gestação, fica provado que é Humano.

Mas, se outros aspectos passam a ser considerados, porcentagens consideráveis dos bilhões que aqui coabitam são sumariamente reprovadas. E sem corte de apelação.

Respeito e tolerância não têm nada a ver com religião. É ponto pacífico que você precisa respeitar e tolerar para ter recíproca.

Assim como existe a bondade inata – presente nessas pessoas que adotam centenas de crianças, que doam seus orgãos, que dedicam a vida à uma outra vida, à uma causa – também existe a maldade inata.

E não acredito em antídoto para nenhum dos casos. Para os maldosos, o´sistema´ não resolve, dinheiro não resolve, Cristo Salva não resolve, Sou da Paz não resolve, Nietzche e Freud tampouco.

Não há cura para bondade inata, para felicidade de todas as crianças perfilhadas. Por outro lado, não há cura para maldade inata, para infelicidade de Raul.

Eu vejo malvadeza prazerosa no chefe e na criança que gostam de humilhar, em policiais que fazem questão de torturar, nos chineses que insistem em matar bebês de inanição, nos animais que matam após uma briga de trânsito e em toda a sorte de tipos. Em todo lugar é possível ver esses maltrapilhos de alma, esses sujos.

Para falarmos dos casos recentes, pago cem reais à qualquer um que, sem basear seus argumentos em religião, acredite na redenção do assassino de Liana Friendenbach e Felipe Caffé. (À época do crime tive muita vontade de escrever àqueles pais. Escrever o quê eu não sei, mas ainda é uma vontade que não calou).

Dobro a oferta para quem provar que os assassinos do menino João Hélio podem conviver em sociedade. Que podem tomar conta do seu filho enquanto você vai à feira.

Triplico para quem explicar à Raul que o assassino de seu Pai é um bom pai de família, pagador de impostos, trabalhador e só o fez orfão porque perdeu a cabeça em um dia de sol quente.

Que ninguém entenda isso como apologia à pena de morte ou nada assim. Não é o ponto em discussão aqui. Só estou tentando dizer que, alguns seres, fisicamente parecidos comigo e com você, não preenchem o check-list. Não reúnem as condições necessárias para serem Humanos.

Um dia, talvez a Ciência me dê razão. Um pesquisador de alguma Universidade da Polônia ou do Uzbequistão pode legitimar minha tese.Nesse caso, faço questão dos royalties.

Eu ainda estou recolhendo subsídios para determinar qual o peso do fator genético e qual o peso do fator ambiental no desenvolvimento dessas habilidades cruéis em alguém. Já estou certa de que ambos pesam, em maior ou menor grau, dependendo da situação.

Até que haja solução paliativa para a miséria existente em viver, uma idéia pode ser não sair de casa. Eu não enxergo nenhum outro meio de evitar o contato íntimo, pessoal e fatal com um psicopata.

Os valores que tornam a vida possível têm que ser inerentes. Isso precisa acordar e dormir com você para que seja real, como alguém que escova os dentes de manhâ e à noite, sem falhar. Você precisa ser factível, acreditar e viver aquilo em que acredita. Desde que o seu limite acabe quando o do outro começar estará tudo bem.

Uma definição corrente da certificação ISO2000 – moda nos anos 90 – é: Diga o que faz, faça o que diz, prove que faz o que diz fazer.

Viver dignamente tem bastante dessa regrinha.

No final das contas, na medida em que esses casos se tornam freqüentes, vamos passar a comemorar um dia que termine sem que tenhamos encontrado um doente desses pelo caminho.

Se você saiu de casa e não tomou uma bala perdida, não foi esfaqueado em troca de um celular, não tomou um tiro depois de uma briga no farol, então tem mais é que estar feliz.

Para mim, Homo Sapiens é o único animal que, por definição, pode raciocinar e também é o único que só faz merda.

Alguém aí já viu um leão fazendo merda? Um macaco? Uma barata? Não, né.. E um homem quarentão, vermelho de raiva, arrumando confusão? Alguém aí já viu? Hã? O quê? Você vê dez desses todos os dias?

Ah, entendi. Olha que interessante: o quarentão, dos supracitados, é o único que ´pensa´.

 

Seres humanos são pródigos em violência e estupidez como nenhum outro ser foi ou será.

Em tempos imemoriais, juntava-se carne humana ainda viva e atirava-se ao fogo e aos leões. Os interessados podem encontrar em Quo Vadis* descrições exatas dos gritos de crianças, clamando por suas mães, enquanto queimavam em madeira verde.

Há pouco, escravizava-se gente sem o menor pudor. (Lamento que ainda hoje se faça isso, extintos mesmo só os navios negreiros).

Há ainda menos tempo, descobriram como derreter gente, usando-se fissão nuclear. Qualquer bom livro sobre a Segunda Guerra trará relatos de olhinhos puxados cravados em faces sem pele. Se você for um entusiasta, a literatura sobre Joseph Mengele é interessante. Faz qualquer história competente de terror parecer conto da carochinha.

Aos contemporâneos, recomendo estudos avançados sobre as técnicas de mutilação africanas nos dias de hoje. Se vão cortar seu braço com uma machadinha, você tem o direito de escolher se quer manga curta ou longa.

Em suma, nós só paramos com uma atrocidade para começar outra.

Isso realmente me dá vontade de recolher panelinhas. De ficar em casa, afundada no sofá, o lugar mais seguro do mundo.

 

Enquete da semana

O valor da vida pode ser mensurado? Qual o maior homicida de todos os tempos? O mais cruel?

a. Hitler

b. Bush´s

c. Champinha

d. Assassinos do menino João Hélio

e. Júlio César

f. Assassino do pai de Raul

g. Piloto do Enola Gay

Um mês de salário para quem responder.

 

 

Para acabar com esse post, que já me fez mal…

Eu digo, e repito: Eu tenho desonra de ser humana. Eu tenho vergonha de ter um cérebro. Eu tenho medo de gente. E, sim, eu torço pela extinção dessa raça. A.S.A.P.

Quase dez anos depois, dou razão ao Décio, meu professor de PD, azedo feito seu Lunga. O sonho dele era ser uma barata, pelo menos essas resistiriam às explosões nucleares.

 

 

Um beijo para o meu Pai, pra minha Mãe, pra Raul e para você, que teve a humanidade de ler até o final.

 

 

*Quo Vadis, Henryk Sienkiewicz. Nobel de Literatura em 1905.

 

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