Meninos, meninas e similares. Calipígios e e onanistas;
Acabo de ver um filme, e não digo qual para não acabar com o barato de ninguém.
Mas a cena final, para variar, me fez teorizar. O mocinho beija a mocinha, depois de brigarem com tudo e todos para ficarem juntos. E o The End dá a entender que foram felizes para sempre, como usual.
E é aí que eu perco o sono. Que começo a me perguntar se eles continuam felizes depois que chega a conta de luz ou se é cor de rosa a hora de recolher o cocô do cachorro. Ou se o coração ainda dispara quando ela liga pedindo para recolher a roupa do varal.
Só acho que, depois de uma cena à la Nove e Meia Semanas de Amor na porta da geladeira, alguém precisa limpar a cozinha; alguém precisa trabalhar para pagar o aluguel do apezinho de O Último Tango em Paris.
Você pode passar uma tarde de sexo embaixo do chuveiro, mas a conta de água vai chegar em breve. Pode passar horas no telefone falando bobagens, mas isso custa.
E não é só sobre dinheiro. É também sobre toalhas molhadas e comida salgada.
Imagino que os filmes só acabam na cena de beijo, no The End, porque o que vem depois é, quase sempre, pouco interessante.
Pense nessas pessoas que se agridem e/ou que estão presas à relacionamentos infrutíferos. Eu não sei como ficaram assim, não sei onde a magia se perdeu. Mas estou certa de que algum dia elas foram como um casal de cinema. Que algum dia perderam o fôlego uma pela outra, que desejaram passar a vida inteira juntas. E, de repente, não deu. Simples assim.
Não quero com isso dizer que sou cética, que pessoas não podem se amar, que romantismo não existe. Depois de passar a infância lendo revista Seleções eu creio piamente nessas pieguices todas.
Desorientada como sou não me atrevo a dar conselhos, tampouco isso aqui é consultório amoroso. De qualquer maneira, quando apaixonar-se – seja por quem já está com você, seja por quem virá, ou por quem voltar – aproveite cada um dos quinze minutos de fama, sem esquecer da trilha sonora, por favor. É divertido bancar Kim Bassinger e Marlon Brandon.
Um beijo para o meu Pai, pra minha Mãe e pra você.
* Achei esse link nas edificantes pesquisas que fiz para o post. É bacana, passem por lá.
http://nikita.rio.vilabol.uol.com.br/h13.html
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